Data/Hora: 28 Jan 2023

 
 


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 Livro branco da prostituição 
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Mensagem Livro branco da prostituição
Provavelmente o pessoal que vai escrever o livro branco sobre a prostituição vai passar por aqui para apanhar informação, abro portanto este tópico com a intenção de os ajudar. Vou resumir alguns pontos que podem achar interessantes.

Antes de tudo, se algum dos tipos que vai escrever o livro nunca foi às GPs deve tratar disso quanto antes. Cliente anónimo, não uma mas uma dúzia ou mais de vezes para perceber do que estamos a falar. Sem ir é impossível.

Vou começar por falar de nós, os confrades putanheiros. Somos um grupo que atravessa toda a sociedade com diversos graus de envolvimento na coisa, do hobby ao vício. Eu gosto de olhar para isto como uma consulta com uma profissional bem paga, não distingo de uma ida ao dentista do ponto de vista deontológico da coisa. Vou ter sexo porque preciso. Preciso da adrenalina e da novidade. Sou um cliente que é percebido como "de topo" porque pago sem stresses, cumpro as normas e sou bom de cama, sou um gajo que não dá problemas e tem sempre paciência para as ouvir. O cliente problemático, e sei isto porque elas contam, são tipos arrogantes ou extremamente assustados e paranoicos. Com os arrogantes elas sabem lidar, os esquisitos são uma dor de cabeça, é normal uma miúda referir do nada que tem filhos, é uma forma de afastarem as ideias de muitos clientes em pedirem para "ir tomar um cafézinho" ou ficarem à espera à porta. A higiene dos clientes e a falta dela é um problema corrente assim bem como os clientes alcolizados. As situações de abuso, roubo e violencia são raras mas ocorrem, hesito em dizer "raras" porque deve haver muita situação oculta. As atitudes divergem entre quem as vê como pessoas, e sexo pago como mais uma transação económica, com os paradoxos inerentes à mesma, e o pessoal que aluga uma vagina e sente que a comprou.

Quanto a elas, em termos gerais, claro. São muito direcionadas para o dinheiro mas apreciam os clientes que as tratam como pessoas, são muito preocupadas com a higiene, o uso de preservativo é obrigatório, e não estão dispostas a correr riscos ou a incumprir com as suas próprias regras as quais impõem de forma muito clara e incisiva. Muitas são pessoas solitárias e dadas a algum desnorte intelectual, é normal que digam coisas com pouco sentido, exagerando no quanto ganham, na atenção que lhes dão, ou nos planos para o futuro. Isto agrava-se com a permanencia na profissão e é muito mais notório nas portuguesas, as quais me parecem mais dadas a questões morais, enquanto que as brasileiras são muito mais relaxadas e olham para a prostituição de um ponto de vista mais pragmático e livre de culpas.

Não são pessoas que precisem de ser "salvas" nem se sentem obrigadas a fazer o que fazem, pelo menos nos meios onde andei...

Quanto aos sítios. Temos mulheres a trabalhar de forma independente, em grupos de 2 a 4 em apartamentos privados ou casas de massagens com mais meninas e uma "madame" declarada. Contrariamente ao que seria de esperar as meninas das "casas" tendem a estar mais à vontade, isto porque a casa tem segurança e se sentem mais protegidas. Quanto a isto refiro que uma vez à porta de um desses estabelecimentos estava um grupo de gringos que não me inspiraram confiança alguma, como os clientes da casa pagam em dinheiro e não vão querer explicar o que faziam no sitio x à hora y fiquei com a sensação que poderia ser o cenário para um assalto. Informei a dona do estabelecimento ao que me foi dito que tinham uma pessoa que tratava da segurança mas não devia ser nada. À saída o grupo já tinha desaparecido e um tipo com aspeto do Mike do Breaking Bad fumava um cigarro perto da porta. Senti-me seguro, acreditem. Não sei quanto é que elas pagam à casa, ouvi falar que dividiriam a meias o que fazem.
Estes sitios servem também para permitir o recurso aos serviços da prostituta com um maior nivel de privacidade, uma mulher sozinha ou com uma amiga, atende numa casa particular, com vizinhos, os vizinhos vão saber o que ela faz e marca-la socialmente. Uma casa, situada num prédio de escritórios ou numa discreta loja de rua permite que todo o negócio decorra de forma mais discreta e consecutivamente com menos probabilidade de atrito. Ninguém tem de saber quem é o cliente e quem é a prostituta. Ambos têm uma vida fora da prostituição e não têm de ser julgados pela sociedade pelo que fazem.


Por último, porque motivo a prostituição deve ser regulada e liberalizada. Muito simplesmente porque é necessária como regulador dos humores sociais. Em última análise porque o ser humano é capaz de tudo para ter sexo e a falta de sexo tolda e limita o pensamento. Acredito que teriamos mais violações e casos de violencia doméstica se o sexo pago fosse proibido e reprimido policialmente. E atenção, devemos ver isto como um direito de mulheres e homens, o direito ao prazer, e começar a destruir esta ideia de que os homens vão ás meninas enquanto as mulheres ficam em casa a tratar dos filhos, elas precisam de adrenalina tanto quanto nós e mais, como não têm esta opção acabam nas mãos de tipos que não interessam.

A arquitetura do mercado tem um alicerce que são os meios de publicidade, são meia duzia de sites e jornais, se houver regras a cumprir, o cumprimento das regras tem de permitir a publicidade num classificadosx ou no apartadox, o não cumprimento tem de banir esses agentes dos meios de publicidade autorizados. Sem o acesso a esta meia dúzia de divulgadores uma profissional não tem acesso ao mercado e portanto qualquer forma de regulamentação tem de partir daqui.

Uma outra questão mais ampla é se clientes e profissionais ganham alguma coisa com a regulamentação. Creio que não, mas isso é uma opinião pessoal. Creio que a imposição de regras vai levar à criação de mercados paralelos, um legal, mais caro e com menor oferta e outro ilegal que será uma selva. Por exemplo: creio que a tentação de obrigar à identificação dos clientes e das meninas estará presente nas cabeças dos tecnocratas mas levará ao recurso à prostituição de rua ou a qualquer outra forma que mantenha o anonimato à custa da segurança.

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25 Nov 2022

 
 
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Mensagem Re: Livro branco da prostituição
Pois, para nós, pagar impostos, taxas e taxinhas não está nos planos. Tudo que passa pelo governo estraga e que paga é o povo.

25 Nov 2022
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Mensagem Re: Livro branco da prostituição
sleepless Escreveu:
Não são pessoas que precisem de ser "salvas" nem se sentem obrigadas a fazer o que fazem, pelo menos nos meios onde andei


Este ponto é importante. Apenas não sei até que ponto é generalizável. Isto é, qual a percentagem (aproximada, claro) daquelas que são telecomandadas por chulo/"manager"/"agente artístico". E não sei porque, naqueles - raríssimos - casos em que me pareceu farejar a existência de tais espécimes, tratei imediatamente de me afastar. Mas o facto de me parecer que a percentagem não será muito elevada não é garantia de que realmente o seja.

sleepless Escreveu:
Uma outra questão mais ampla é se clientes e profissionais ganham alguma coisa com a regulamentação. Creio que não, mas isso é uma opinião pessoal. Creio que a imposição de regras vai levar à criação de mercados paralelos, um legal, mais caro e com menor oferta e outro ilegal que será uma selva. Por exemplo: creio que a tentação de obrigar à identificação dos clientes e das meninas estará presente nas cabeças dos tecnocratas mas levará ao recurso à prostituição de rua ou a qualquer outra forma que mantenha o anonimato à custa da segurança.


Sem certezas nenhumas, concordo. E, sempre que esse assunto veio à conversa, nunca encontrei nenhuma que fosse a favor.

25 Nov 2022
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Mensagem Re: Livro branco da prostituição
Parabéns pelo interessante post.
A regulamentação seria o pior que poderia acontecer. Aliás a regulamentação - no sentido de criação de regras específicas para uma actividade e de um licenciamento ou registo para os agentes - é sempre má. Sou um liberal. Não acredito em regulamentos, nem em fiscais.
Isto não quer dizer que não haja normas: temos de cumprir os contratos que fazemos com as GP e temos de respeitar os direitos delas, quer os de personalidade quer os patrimoniais.
Se se tentar impor a regulamentação não vou consumir no mercado regulado. No não regulado dependerá do nível de selvajaria que se instalar.
Em qualquer caso será impossível (espero!) controlar a prostituição contratada especificamente. Já tive e ainda tenho “amigas” que não têm anúncio nem fazem da prostituição profissão a tempo inteiro com quem fodo ocasionalmente a troco de guita ou às vezes de “prendas”. Este género de arranjos sempre existiu e sempre existirá creio.
Abraços

25 Nov 2022
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Mensagem Re: Livro branco da prostituição
Eu gostava era de saber onde se arranjam "amigas" dessas!

07 Jan 2023
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Mensagem Re: Livro branco da prostituição
sleepless Escreveu:
Eu gostava era de saber onde se arranjam "amigas" dessas!


Ora aí está.

12 Jan 2023
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Mensagem Re: Livro branco da prostituição
Lobister Escreveu:
Parabéns pelo interessante post.
Em qualquer caso será impossível (espero!) controlar a prostituição contratada especificamente. Já tive e ainda tenho “amigas” que não têm anúncio nem fazem da prostituição profissão a tempo inteiro com quem fodo ocasionalmente a troco de guita ou às vezes de “prendas”. Este género de arranjos sempre existiu e sempre existirá creio.
Abraços


Neste caso, definia tal como uma espécie de mercado paralelo :-k o que não deixa de ser interessante.

Está aqui um bom post!

21 Jan 2023
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Mensagem Re: Livro branco da prostituição
Respondo às questões colocadas sobre onde se arranjam amigas dessas.

Neste momento tenho três no activo. Com isto quero dizer miúdas com quem tenho uma relação muito amistosa e que acedem a fazer programas comigo quando podem e querem.

Conheci-as todas no “meio” mas nenhuma delas tem anúncio há já bastante tempo.

Uma era massagista num destes SPAS supostamente de luxo e julgo, e ela assim mo diz, que não fodia com clientes.
Uma outra era massagista e conheci-a como tal, mas depois passou a foder com clientes e pouco depois retirou-se.
A terceira é uma que teve anúncio no PP apenas cerca de 3 meses. Super amadora e claramente não tinha estofo para ser put*.
Por uma razão ou por outra engracei com as 3 e quero crer que, sem grandes fantasias de parte a parte, juntamos o útil (mais elas) ao agradável (mais eu).
Ajuda eu ser um gajo com bastante liberdade.
Devo dizer que pago mais ou menos o que me apetece sem ser preciso combinar previamente é que lhes dou uma prenda quando fazem anos ou no Natal.. Não sou forreta,mas também não sou mãos largas.
As três são claramente acima da média do mercado e fazem-me sentir como não estando a pagar (duas melhor e outra menos bem por isso a estou a largar).
Abraços

24 Jan 2023
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