
Será que o meu namorado tem emenda??
Bem interessante este tópico. Eu, que nem para mim sei, não resisto a dar algumas opiniões.
lima 1970 Escreveu:
......há uns quantos TDs que até a mim deixaram com vontade de experimentar – às tantas sou bi e ainda não descobri – será que as meninas tb atendem sexo feminino??
Claro que as meninas atendem senhoras (penso que uma grande maioria delas o faz). Às tantas, e tendo em atenção que sente curiosidade, deveria experimentar. Poderá gostar, poderá não gostar, poderá achar alguma piada e ficar a pensar "isto é algo para uma vez por outra" - em qualquer dos casos, faz uma experiência, satisfaz a curiosidade e abate barreiras.
Em qualquer dos casos, e pensando eu que está descomprometida, fará bem em sair, descontraidamente, e interagir com pessoas. Nada como isso para ajudar a passar fases de dúvida, de perda, de incerteza e sair delas forte e segura. Parece-me que é uma pessoa jovem; uma senhora jovem é alguém que pode relacionar-se com homens de vários escalões etários e passar bons momentos. Não pode é ir à procura do príncipe encantado, ou "do" homem. Não, há que estar disponível e deixar rolar. Um dia, acorda e conclui que encontrou alguém (que pode até ser aquele com quem rompeu agora, que volta, numa nova versão, mais maduro).Quando vai isso acontecer? Um dia destes.
Eu passei há poucos anos por um divórcio - que foi duro e difícil. Tive que aprender a viver de uma forma diferente. Felizmente fui bem sucedido, em grande medida porque consegui deixar rolar. Durante esta fase, uma coisa experimentei (que não fui agradável): quando conhecia uma senhora que se entusiasmava comigo, muitas vezes tive que bater em retirada, porque elas queriam logo compromisso. Isso é fatal: faz um homem recuar.
lima 1970 Escreveu:
1 – Depois de saciada a curiosidade inicial, que vos fez experimentar pela primeira vez, o que é que fez com que continuassem?
As pessoas continuam porque gostaram da experiência. Se não gostaram daquela, experimentam outra. Uma gp é normalmente atraente e sabe uns bons truques. Para além disso, está ali, disponível e à hora que convém e sai mais barato do que namorar. E dá para ir com os amigos, à noite, ao fim-de-semana.
Depois, os membros do fórum experimentam uma, duas, cinco, dez, vinte, mais de vinte gp´s. É muita variedade, muita novidade (loura, morena, portuguesa, zuca, hispânica, romena, mulata, negra, russa, búlgara, teen, vintinha, vintona, trintona, quarentona, cinquentona, alta, menos alta, voluptuosa, esbelta, simples, sofisticada, séria, divertida, educada, desbocada - há de tudo).
lima 1970 Escreveu:
2 - Parece-vos credível o motivo que o meu namorado deu para ter continuado a fazer religiosamente 2h de caminho e um porradão de kms durante largos meses?
Parece-me credível. Era uma rotina boa, que o fazia sentir seguro e auto-confiante, depois de ter sido massacrado por uma megera durante muito tempo.
Para além disso, ia com o amigo - eram confrades.
lima 1970 Escreveu:
3 – Uma vez putanheiro, para sempre putanheiro? Eu sei que há um tópico sobre isso e li-o todinho, mas não me fez chegar a nenhuma conclusão. Assim sendo, talvez faça a questão de outra forma: neste caso, tendo ele recorrido a gp durante largos meses, acham que o vício (sim, eu tb li o tópico “vicio ou não”… eu papo-os todos! loool) pode desaparecer de vez ou fica latente à espera da circunstância que volte a despoletar esse desejo?
A mente humana é insondável, mas eu penso que é a vida tem uma sucessão de fases, de ritmos, de ciclos. Já foi tempo em que as pessoas tinham os mesmos comportamentos ao longo da vida. Hoje em dia a vida é mais dinâmica e é perfeitamente possível uma pessoa frequentar gp´s durante um período mais ou menos prolongado e deixar de o fazer.
lima 1970 Escreveu:
4 - Para os casados/União de facto/whatever: Consegue-se facilmente manter este hábito sem "levantar suspeitas" em casa?
Penso que não é difícil, se a pessoa tiver autonomia, for cuidadosa e discreta - e depende também, claro, da pessoa que se tem em casa.
Dizia Simone de Beauvoir: Casamento é como uma ida ao restaurante; todos escolhem aquilo que preferem, mas ninguém resiste a provar o prato do vizinho. Penso que é um bocado assim e nunca devemos ter expectativas demasiadas - mas é possível construir coisas, coisas boas e que duram, duram, duram (e também há coisas boas que duram só algum tempo).