Eu acho MUITÍSSIMA piada a um tipo particular de gajas meio doidas.
São raras, mas acho que menos hoje em dia do que há uns tempos atrás.
É difícil explicar como elas são.
O mais peculiar é a forma como se colocam à vontade connosco e nos colocam à vontade. Como se nos conhecessem desde sempre, e não existisse qualquer tipo de pudor ou vergonha. Como se já existisse grande intimidade, apesar de nos conhecerem há poucos minutos, horas ou dias.
São extremamente simpáticas. Parecem meio disparatadas em certas coisas. Parece que fazem questão de partilhar as coisas delas... casa, as coisas que possuem, etc.
É mesmo estranho é quando são lindas. E quando "ralham" comigo por estar a ser demasiado "certinho".
Torna-se estranho por parecer irreal o conjunto.
Têm tendência de gostar de andar muito descascadas, e apesar de saberem que são bonitas e sexys, parece que não têm exacta noção do quanto estão a dar tusa a um gajo, pela forma como se vestem, como se movem, as posições como se sentam ou deitam.
Também parecem ter o hábito de saltitarem facilmente de uma situação em que o sexo não parece ser hipótese para uma situação em que passa a ser, e vice-versa.
É talvez mais fácil com um exemplo.
Vou lá, pago, dou a queca, e ficamos na conversa.
A gaja pergunta se eu quero jantar em casa dela. Eu aceito.
Ela sai-se com 1001 ideias do que podemos comer, e parece que torna a escolha muito divertida.
Depois faz o mesmo em relação à bebida.
Ainda não escolhemos a bebida e ela diz que nos devíamos embebedar. Faz parecer que vai ser muito divertido. Eu digo que não posso porque tenho de conduzir. Ela diz que tenho de me soltar, bla bla bla.
Lá escolhemos o que vamos comer. Enquanto a comida não está pronta, vai ao quarto e muda de roupa. Volta com um calção e uma t-shirt velha. Enquanto está colocar a comida nos pratos dá-me um beijo na boca e um apalpão no material.
Comemos, bebemos, ela fala pelos cotovelos e a meio diz que podiamos ver um filme na TV. Eu digo que pode ser, e ela pergunta que tipo de filme eu gosto mais. Eu digo qualquer coisa, e ela começa a ralhar comigo porque eu disse que qualquer comida seria boa, que qualquer bebida seria boa, e agora qualquer filme será bom, bla bla bla.
Lá escolhemos o filme, ela vai buscar uma garrafa de whisky e outra de licor de whisky, vamos para o sofá, e ela enrola-se e anicha-se em mim. Estamos só a ver o filme. Sem nada que o faça prever, ela coloca em pause, vem para cima de mim e prega-me um linguado. Depois começa a dizer que sou muito meiguinho e "sei lá mais o quê", quando eu não fiz nada de especial. Pára com o linguado, e continuamos a ver o filme. Acaba o filme, e sem dizer água vai nem água vem, abre-me a braguilha e faz-me uma mamada. Eu venho-me. Ela vai á casa de banho, e quando volta faz uma passagem pela cozinha e traz uns salgadinhos, e começa a falar duma cena qualquer. De repente, a meio da conversa pergunta se eu quero ficar lá a dormir.
E faz isto tudo como se fosse a coisa mais natural do mundo, e sem que eu faça a mais pequena ideia porque é que uma gaja tão gira o está a fazer comigo e não com um gajo novo e giro, ou rico, ou ambos.
Nunca consegui perceber bem este tipo de gajas.
A cena mais estranha é não existir sequer nenhum tipo de sedução prévia, minha ou dela.
É como se elas decidissem de repente "hoje é este", sem qualquer tipo de razão aparente. E pronto. Num instante, e com a maior das facilidades, parece que acham que passei de desconhecido a muito intimo, sem existir qualquer tipo de "preliminares".
Não as percebo bem, mas gosto muito.
