Também já vi o Esquadrão Suicida e gostei!
E gostei logo do princípio. Acho que a maneira que arranjaram de apresentar cada vilão está bem conseguida.
A Amanda Waller cumpre o seu papel e consegue ser odiosa (já agora, este personagem foi criado por John Ostrander ao qual este filme presta homenagem no meio de uma cena de acção que se passa em frente do edifício Ostrander).
A Harley Quinn está bem, apetitosa, esquizofrénica… E gostei da piscadela de olho ao seu passado quando mostram a sua antiga fatiota e, sobretudo, quando passam para a tela a imagem dela com a roupa original e agarrada ao Joker vestido de fraque (homenagem a uma pintura de Alex Ross).
Aliás, o filme está repleto de piscadelas de olhos a cenas dos comics e só por isso vai fazer correr muita tinta nos blogs de fãs.
Já agora, o Batman também faz o seu papel e até aparece o Flash. E, mais uma vez, a exist~encia do Super-homem justifica, por si só, a intervenção governamental.
Ou seja, existe continuidade e abre-se o futuro para os novos filmes do universo DC.
Gostei da cena extra (à la Marvel) após os créditos finais…
Mas para mim, o grande trunfo do filme é o Joker. Acho brilhante a composição de personagem feita pelo Jared Leto. Lunático, frio, calculista mas impulsivo, impiedoso, não olhando absolutamente a nenhum fim. Excelentes expressões faciais e uma gargalhada à… Joker! Até agora era o Nicholson; neste momento é um empate!
E mesmo assim, o Leto acaba de declarar que ficou surpreso por muitas das suas cenas terem sido cortadas.
Contudo, não deixo de concordar com o Savalas que há um pouco de salganhada e muita informação a correr (vou ter de ver o filme outra vez). Embora para o grande público, este é um filme que não esquece os fãs.
Quanto a haver muitas semelhanças com a continuidade da Marvel, tal era inevitável quando se transpõe para o cinema os dois universos. A questão é que o universo DC foi criado antes do universo Marvel. Ou seja, antes do Capitão América ou do Homem de Ferro existia o Super-Homem e o Batman; antes dos Vingadores existia a Liga da Justiça.
O Stan Lee e o Jack Kirby, para além de terem criado personagens brilhantes que desafiam constantemente o teste do tempo, limitaram-se a copiar a estrutura base do Universo DC e modernizaram-na criando super-heróis adolescentes que frequentam o liceu (Homem-Aranha), a primeira família de super-heróis (Quarteto Fantástico), um super-herói cardíaco (Homem de Ferro) e fizeram renascer um super-herói completamente desfasado da realidade por estar congelado há mais de vinte anos (Capitão América). O fio condutor são super-heróis com problemas, logo, mais humanos.
Voltando à DC. Acho que a continuidade no Universo DC tem-se revelado mais lentamente que no Universo Marvel. Mas o Esquadrão Suicida deixa já mais pistas para a Liga da Justiça.
Espero que haja alguma alminha inteligente na DC para ver o filão que têm com este Joker.