Freddo Escreveu:
A discussão sobre a semântica e o verdadeiro "espírito" de algo é sempre menos interessante do que acontece na prática. Não devia chocar ninguém que haja quem contrate GPs para poder entrar nessas festas.
Eu não sei se alguém fica chocado com a ideia de contratar gp's para ir a um clube de swing... só acho que, para já, não deve ficar barato, e depois, não tem
nada a ver com o que é o swing, essa é a grande diferença.
O swing pressupõe que um homem tenha arcaboiço psicológico para ver
a sua esposa/namorada/amante a ter sexo com outro. Isto não é semântica. Pelo contrário, mexe com sentimentos e sensações das mais antigas, radicais e instintivas da espécie humana.
A reacção natural mais comum de um homem "normal", por simplesmente imaginar-se numa situação em que a sua mulher é penetrada por outro homem à sua frente, é sentir a nuca a fervilhar, o sangue a aquecer, o coração a acelerar, ter estremecimentos e ficar irritável. É preciso vencer uma série de
barreiras de educação e cultura para ultrapassar esse estágio. E para além disso é preciso ultrapassar
a pressão de instintos que têm a ver com a preservação do nosso próprio código genético, que nos manda espalhar os nossos próprios genes, mas não aceita ver uma fémea que está sob a nossa esfera ser penetrada e talvez fecundada pelos genes de outro homem. Tudo isto está na órbita do instintivo, não do racional. Não tem a ver com educação machista, ou religiosa, ou preconceituosa. Tem a ver com a forma como a natureza nos moldou.
Quem vai com uma gp a um clube de swing está a "infringir as regras" do espírito da coisa, mas em relação a isso não tenho nada a apontar... vai no espírito do bacanal, e, quanto a mim, e a muitos de nós por aqui,
foda sim, bacanal sempre... mas o espírito do swing pressupõe que um homem leve
"a legítima", troque de parceiras com um ou mais caramelos, e depois venha aqui dizer como é que se sentiu. Se foi acompanhado de uma gp, os outros podiam estar num espírito de swing, mas ele não.
Em relação a uma gp que vai a um clube de swing nos seus momentos de relax, sem interesses económicos, está no seu direito, evidentemente. Mas não estará, psicologicamente, no mesmo plano de uma mulher que nunca trabalhou como gp, e que normalmente só tem sexo com um homem. Aquilo que, para as outras mulheres, pode ser um acto trancendente, para uma gp é só mais uma ou duas gaitas, ora que gaita...