
Re: Confrades com insonias
— Viu? Viu, Man Gentle? A Manu chamou-me "meu Gentle Man". Não é todos os dias…!
— Ora! Ela só fala assim consigo porque ainda não me conhece pessoalmente. Quando os nossos olhares se cruzarem… é tiro e queda!
— Convencido! Eu acho que quando ela o vir (se o vir) vai detestá-lo. O cavalheiro não tem gracinha nenhuma!
— Olha… estalou o verniz ao Geeeentle Man. Pois saiba que há quem diga que somos muito parecidos. Logo, se a Manu o trata assim, também me tratará a mim!
— Está a esquecer-se de uma coisa, Confrade.
— Do quê?
— Da química!
— Obrigado pela dica, Gentle Man. Assim, quando estiver com a Manu, levo uns tubos de ensaio e uns reagentes para provocar essas reacções químicas.
— Não é dessa química que falo. É da outra.
— Qual outra? Não me vai dizer que agora inventaram a química quântica?
— Não. Isso é na física.
— Sim, a parte física também tem a sua importância na conquista.
— A propósito de conquista… e o Vlad? E a Tricia?
— Não sei, mas já estou a ficar preocupado. Não é do Confrade Vlad estar tanto tempo arredado daqui do Burgo. Não acha melhor chamarmos alguém?
— Não. Se calhar foi mesmo preso!
— Outra vez essa conversa.
— Olhe, eu não me importava nada de ser preso se todos os dias tivesse visitas conjugais, um PC e TV na cela, pilhas de livros, comida trazida pelas visitas e duche individual (não vá o diabo tecê-las!).
— Sendo assim, acho que podíamos os dois ir fazer companhia ao Vlad e arrombar a porta da Tricia.
— Embora lá!
— Vamos a isso!